17 JUN

MÁRCIA

“Dá”, o primeiro álbum, lançado em 2010 pela Pataca Discos, tornou-se num pequeno fenómeno de popularidade, levando à contratação de Márcia pela Warner e pelo relançamento do disco em 2011, com um pequeno “bombom”: uma nova versão de um tema do EP, “A Pele Que Há em Mim”, em dueto com J. P. Simões. Visto mais de dois milhões de vezes no YouTube, um dos temas mais vendidos no novo mundo da música digital (iTunes e afins), “A Pele Que Há em Mim” ultrapassou todas as expectativas.
A cantora foi mãe entre “Dá” e o segundo álbum, “Casulo”, publicado em 2013, e a experiência moldou necessariamente o novo trabalho, produzido por Filipe C. Monteiro e que contou com a colaboração de Samuel Úria no tema “Menina” que, a par de “Deixa-me Ir”, foi um dos dois singles retirados do álbum. Depois de “Casulo”, o passo seguinte leva Márcia ao Rio de Janeiro e a gravar com Dadi Carvalho, cúmplice regular de Marisa Monte e presença de peso no êxito dos Tribalistas. Mas nem a produção de Dadi, nem a presença de nomes grandes da música brasileira como Criolo (que participa em “Linha de Ferro”) ou Vinicius Cantuária (presente em “Sem Igual”, “A Urgência” e “Bem Amargo”), afastou Márcia do seu caminho.
“Quarto Crescente”, o mais recente disco, é coproduzido por Filipe C. Monteiro, responsável pela produção do anterior “Casulo”, em conjunto com a própria cantora. Nele encontramos “A Insatisfação” (título do primeiro single) ou “A Urgência”, mas também um “Ledo Sorriso” ou um “Bom Destino”. Márcia é uma cantora e compositora “sem igual” na atual paisagem portuguesa.