16 JUN

CAPICUA

Capicua nasce no Porto, onde aos 15 descobre o Hip Hop. Socióloga, doutorada em Geografia, é sobretudo uma Rapper militante. Com duas mixtapes, dois álbuns editados (Capicua, 2012; Sereia Louca, 2014) e um disco de remisturas (Medusa, 2015), tem somado uma vasta lista de concertos pelo país e conquistado um público diverso e o reconhecimento da crítica. Conhecida pela sua escrita emotiva e politicamente engajada, pela espontaneidade e por uma clara atitude feminista, conta já com uma longa lista de colaborações, conferências, projetos sociais e workshops, sempre em torno da palavra e da música. De assinalar é também o seu curto, mas marcante, percurso como letrista.
Depois de um ano entre concertos de Medusa e Mão Verde (livro, disco e espetáculo para crianças em parceria com Pedro Geraldes) e muitos outros projetos em que se envolve, como o OUPA (no Porto), Capicua apresentou-se pela primeira vez com banda, no grande auditório do CCB a 2 de Dezembro de 2016, na sequência de um convite muito desafiante da referida Fundação. Foi um desafio ganho, com uma sala cheia e ao rubro. Ao núcleo duro de estrada, o D-One – samples e scratch, Virtus – programação e samples e M7 na voz de suporte, juntaram-se os músicos Ricardo Coelho – bateria, Luís Montenegro – baixo, guitarra e sintetizador e Sérgio Alves, dando lugar a uma nova aventura musical que passa por todos os trabalhos editados de Capicua, desde “Capicua Goes Preemo” em 2008 a “Medusa” em 2015. Mas esta noite, no Rock Nordeste, vai ser com banda, misturando sons eletrónicos com sons acústicos. Um concerto que promete, não só os habituais momentos arrepiantes de Rap emocional politico e feminino, mas também mais temas dançáveis e eletrizantes. A festa é garantida e um bom prenúncio de tudo o que a Capicua ainda tem por desvendar.